Brasil é o mais pessimista em ranking econômico com 25 países

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Em apenas três anos, avaliação positiva dos brasileiros sobre economia do país retraiu de 42% para 8%

A porção de brasileiros que classifica como boa a economia do país diminuiu drasticamente nos últimos anos. Levantamento mensal da Ipsos com 25 países mostra que, em abril, apenas 8% dos entrevistados no Brasil avaliaram de maneira positiva a economia nacional, o que coloca o país em último lugar entre as25 nações pesquisadas. Em abril de 2013, o percentual estava em 42%.

A avaliação dos brasileiros é distante da média global (38%) e, principalmente, da percepção de outros BRICS, como Índia e China, onde respectivamente 81% e 67% dos entrevistados acreditam que a economia vai bem. Os dados fazem parte da pesquisa The Economic Pulse of the World, feita mensalmente pela Ipsos a partir de 18.039 entrevistas em 25 países. A margem de erro é de3,5 pontos percentuais.

“O pessimismo e a desconfiança do brasileiro em relação à economia estão ligados à perda do poder de consumo, à inflação e principalmente à insegurança em relação ao emprego”, afirma Danilo Cersosimo, diretor de Public Affairs da Ipsos no Brasil.

Os dados do Brasil vêm em queda há pelo menos três anos. De acordo com o levantamento, a deterioração sobre o cenário econômico teve início em junho de 2013. A queda na avaliação dos brasileiros coincide com o início das manifestações populares que eclodiram pelo país no período.

Naquele mês, a avaliação sobre a economia nacional retraiu para 35% ante 42% verificado nos meses anteriores. Desde então, o percentual variou para cima e para baixo, mas não retornou ao patamar anterior às manifestações. Desde janeiro de 2015, o percentual mantém-se abaixo dos 20%.

Percepção com economia local é um pouco melhor

Quando questionados sobre como anda a economia na sua localidade, seja cidade, região ou bairro, a percepção dos brasileiros melhora um pouco: 13% dos entrevistados avaliam como forte o desempenho de sua área local. Nesse quesito, o país empata com França, Itália e Espanha, ocupando a 19ª posição no ranking. A média global é de 29%.