FecomercioSP é contrária à proposta do setor de cartões de crédito que prevê o fim dos parcelamentos sem juros

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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é contrária à proposta do setor de cartões de crédito que prevê o fim dos parcelamentos sem juros na aquisição de bens e serviços. A proposta, apresentada ao Banco Central no início de janeiro/28, prevê que as empresas de cartões passem a oferecer modelos similares a crediários para seus clientes como forma de parcelar suas compras e que o prazo de pagamento aos lojistas seria reduzida de 30 para cinco dias.

Para a FecomercioSP, no entanto, cabe aos varejistas definir suas práticas de negócio, desde que ajam dentro da lei. Dessa forma, a Entidade crê que quem deve definir como cobrar é o próprio comerciante – considerando sua capacidade, seus parceiros e a necessidade e conveniência de seus clientes.

O mercado seria responsável, portanto, por definir as condições em que opera. A Federação crê que interferências do Estado em operações de negócios privados, por pressão de algum setor ou por definição governamental, tendem a gerar resultados prejudiciais ao comércio.

Ainda assim, caso a medida seja implementada, a FecomercioSP defende que o recebimento das vendas pelo lojista seja realizado no dia seguinte à operação, em vez de cinco, após a venda, conforme especulado, uma vez que os consumidores arcarão com os juros da operação.

A Entidade reforça que as políticas econômicas devem ser desburocratizadas. Até recentemente, por exemplo, os varejistas eram impossibilitados de oferecer condições diferenciadas de pagamento em compras em dinheiro e no cartão. Essa impertinência legal foi combatida pela Entidade, pois prejudicava os clientes e empresários que eram impedidos de, em comum acordo, fazer negócios melhores para ambos. A tese da FecomercioSP de liberdade de negócios venceu e, hoje, o comércio se beneficia dessa flexibilidade.

Vale lembrar que a FecomercioSP que congrega 143 sindicatos patronais com mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes, gerando 30% do PIB paulista – e quase 10% do PIB brasileiro -, e empregando em torno de 10 milhões de pessoas, tem avalizado as diversas ações do governo federal que lesam a maioria do povo brasileiro. Entre os apoios está a Reforma da Previdência que atinge somente trabalhadores e servidores públicos de carreira, deixando de fora e privilegiando políticos, legislativo e judiciário.

A proposta do Banco Central é mais uma que visa beneficiar empresas de capital estrangeiro. A autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda do Brasil, segue o modelo proposto pelo atual governo, que busca privilegiar as empresas estrangeiras. A FecomercioSP que é próxima a diversos políticos do cenário nacional não pode ficar submissa ao desmonte que a gestão do peemedebista e da base aliada estão fazendo no Brasil. A entrega das riquezas naturais ( água, minério, florestas, petróleo ), a retirada constante de direitos do povo brasileiro e a destruição do parque produtivo nacional, são algumas das consequências da tendenciosa gestão federal.

Editorial
“Muitas empresas vão quebrar. Se não quebrarem, vão trabalhar submissas ao interesse do capital internacional. O empresário brasileiro tende ser escravo. O modelo econômico atual promovido pelo Governo Michel Temer e Meirelles é falido, não deu certo em nenhum lugar. Somente privilegia os mesmos. Precisamos construir um modelo econômico que privilegia as pessoas. População economicamente forte impulsiona empresas e Estado”. Por Fábio Juchen (editor de sortimentos.com)