Crise no Brasil 2018 : Inadimplência das micro e pequenas empresas cresce 10,2% em agosto, revela Serasa

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Crise no Brasil 2018

Em agosto de 2018, o Brasil registrou um novo recorde na inadimplência das micro e pequenas empresas. São 5,276 milhões de MPEs com dívidas atrasadas, o maior resultado desde o início da série histórica (2016). Na comparação com agosto de 2017 (4,788 milhões), a alta foi de 10,2%. Na relação com julho deste ano (5,208 milhões) o crescimento foi de 1,3%.

Por segmentos, em agosto/2018, o setor de Serviços representava 47,0% dos 5,276 milhões de micros em pequenas empresas inadimplentes e registrou crescimento mensal de 2,0%. Comércio tinha participação de 44,1% e apontou alta mensal de 0,7%. Indústria representava 8,5% e também cresceu 0,7% na mesma relação. As demais empresas tinham participação de 0,4% e subiram em agosto, na comparação com julho deste ano, 0,9%.

Na mesma comparação mensal, entre as regiões brasileiras, apesar de o Sudeste ter a maior parte (54,4%) na participação, o Centro-Oeste foi a região que teve o maior crescimento no número de micro e pequenas empresas no vermelho, com alta de 1,6%. Na sequência, o crescimento de 1,4% foi observado nas regiões Sudeste e Sul. Norte mostrou alta de 1,3% e o Nordeste, de 0,5%.

Com 1,742 milhão de micros e pequenas empresas com contas em aberto, o equivalente a um terço (33,0%) do total do país, São Paulo segue isolado no topo da lista de estados brasileiros em agosto deste ano. Minas Gerais (11,0%) e Rio de Janeiro (8,4%) também permaneceram, respectivamente, na segunda e terceira posições do ranking.

Na variação mensal de agosto x julho de 2018, se destacam com as maiores altas de MPEs inadimplentes o Amapá (2,9%) e Goiás (2,6%). No outro extremo, registraram decréscimo no indicador Alagoas (-0,3%) e Pernambuco (-0,2%).

Segundo a avaliação de economistas da Serasa Experian, o crescente número de MPEs que estão no vermelho mostra uma pseudo recuperação da economia brasileira divulgada por alguns segmentos, principalmente de parte da mídia ‘papagaio’ que reproduz tudo e tentam validar as informações de suas fontes. Outro fator, é a taxa selic fictícia que não chega para crédito do consumidor e empresas. Os juros mantidos em patamares baixos servem apenas para referencia nos investimentos, oportunizando um lucro altíssimo para as instituições financeiras.

A política econômica adotada pelo governo Michel Temer e desejada por parte dos investidores estrangeiros, sistema financeiro e setores ligados à políticos está exterminando com a econmomia brasileira juntamente com seu povo.