Incompetência ou enrolação : Eliseu Padilha diz que desconto para o diesel deve chegar às bombas até final de junho

Eliseu Padilha

Brasil Notícias

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, reafirmou na manhã de quinta-feia (07.06.18), em Brasília, que o desconto de 46 centavos no preço do diesel deve chegar às bombas no fim de junho. Ele explicou que parte da composição do óleo comercializado atualmente está com o preço definido na quinzena anterior ao reajuste dado depois da paralisação dos caminhoneiros. A nova declaração de Eliseu Padilha, é totalmente diferente daquela dita logo após a última negociação com representantes dos caminhoneiros no final do mês de maio. Quase uma semana após o término da greve, caminhoneiros e usuários de veículos de óleo disel, ainda encontram dificuldade em abastecer com o desconto ‘prometido’ pelo governo. O gabinete de crise, integrado por Padilha, negociou e ofereceu condições que ele mesmo não pode garantir. O governo federal alega que concedeu vantagens, mas na verdade retirou desonerações na folha de pagamento, cortará despesas e até pretende criar impostos para cobrir qualquer perda nos tributos federais obtidos com a comercialização do diesel. Em síntese, não concedeu nada. Para completar, está atrapalhado em oferecer os 0,46 por causa dos 10% de biodiesel que é misturado ao diesel, o qual não sofreu nenhuma diferença no preço ou tributação. Fica a questão : incompetência ou enrolação ? Caminhoneiros e população brasileira etão mais uma vez confirmando a série de absurdos, desgovernos, acordos que a gestão impopular, ‘centrista’ do peemedebista Michel Temer, político, conforme a PF – Polícia Federal, investigado em diversos casos de corrupção e contando com aval e retaguarda do Congresso Nacional e do STF, num presumível e possível ‘acordão’, que foi anunciado e vazado em 2017.

ELES NÃO SABIAM DISSO ANTES ?
A previsão é que os estoques de diesel com o novo preço já sejam disponibilizados nas bombas a partir da segunda quinzena de junho. O ministro reiterou que o governo vai cumprir o acordo firmado com os caminhoneiros, mas há um “processo em andamento” até o desconto chegar na ponta para o consumidor.

“Do dia 16 [de junho] em diante, já começa a pegar a projeção dos preços reduzidos agora do dia 1º a 15 de junho. E do dia 16 a 30 de junho já vai ter uma nova projeção e, aí sim, presumo, todos os postos estarão com os 46 centavos na bomba”, disse Padilha, antes de participar de evento de lançamento do portal Normas.Gov, na sede da Imprensa Nacional.

Sobre a possibilidade de interferência do Estado no preço dos combustíveis, o ministro afirmou que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estuda um método para estabelecer uma periodicidade de reajustes.

“Vimos que a ANP vai exercitar sua competência de disciplinar o mercado nacional e está na perspectiva dessa disciplina que também avalie a periodicidade para o reajuste dos combustíveis. Periodicidade, não está se falando aqui em alteração da política de preço da Petrobrás”, ressaltou.

Anistia de multas

Eliseu Padilha negou que o governo possa editar uma medida provisória exclusiva para tratar da questão da anistia das multas aplicadas aos caminhoneiros durante a greve.

A possibilidade foi levantada ontem (6) no Congresso Nacional pelo relator do projeto de lei que regulamenta o transporte de cargas no país, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), depois que sua proposta de anistiar os motoristas multados foi retirada do projeto.

O deputado quer garantir que as multas aplicadas na paralisação possam ser convertidas em advertência, seja por medida provisória já em tramitação no Congresso ou por nova medida a ser editada pelo governo.

Padilha respondeu que “o Congresso trabalha como legislador e o Executivo como Executivo, não há esse compromisso de edição de medida provisória”.

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