Bicicletário nos condomínios: uma nova tendência na infraestrutura dos imóveis

O carro sempre teve seu espaço demarcado na vida urbana, porém outra forma de locomoção vem tomando força nas grandes cidades: a bicicleta. Na Europa já se vende mais bicicletas do que carros e o Brasil segue o mesmo caminho. De acordo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), em 2011 foram produzidas 4,6 milhões de bicicletas no país e outras 370 mil foram importadas. No mesmo período, 3,4 milhões de carros foram vendidos.

“Virou cultura, pois é um jeito sustentável de viver. Além disso, diante do trânsito pesado dos grandes centros e do estresse que ele gera, deixar o carro na garagem também pode ser uma questão de saúde”, alerta Newton Nunes, diretor de Condomínios da Guarida Imóveis. O aumento significativo de ciclistas no Brasil impulsionou os governos a atentarem sobre as questões viárias das cidades. Porto Alegre, por exemplo, possui quase 30 km de ciclovias, uma extensão ainda baixa, mas que já pode ser considerada um grande avanço. Outro item que merece mais atenção é o estacionamento para as bicicletas. “Os jovens são os usuários mais frequentes, eles costumam morar em apartamentos pequenos e a maioria dos condomínios não possui bicicletário”, acrescenta. Para Nunes, as construtoras estão começando a compreender que o item precisa fazer parte da infraestrutura do empreendimento.

Para montar um bicicletário de qualidade algumas regras precisam ser seguidas com atenção. “A bicicleta não pode estar presa pela roda e deve estar encostada lateralmente, presa pelo quadro. Além disso, é aconselhável escolher um local de fácil acesso para instalação” revela. A cobertura do espaço também é importante para manter a conservação das bicicletas.

Para evitar roubos e garantir a segurança da bicicleta, Nunes recomenda um local de acesso monitorado. “As trancas comuns são frágeis e facilitam o roubo. O controle é a melhor forma de prevenir, pois o porteiro poderá cuidar quem sai com a bicicleta. No caso dos condomínios sem esse serviço, vale a pena investir nas câmeras de segurança”, conclui.