Café com Eventos da ABEOC RS em Imbé propõe novas motivações e atitudes para os empresários do litoral norte

Torres - Litoral Norte Gaúcho - Foto Allimpress
Torres – Litoral Norte Gaúcho – Foto Allimpress

O Café com Eventos da ABEOC RS realizado no dia 17 de agosto de 2016, no Hotel Samburá, na cidade de Imbé, no litoral gaúcho, propôs novas motivações e atitudes para os empresários da região. O encontro ressaltou a importância da indústria bilionária dos eventos para sustentar e alavancar a economia do litoral norte gaúcho. Participaram, Alexandre Sampaio ( presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação – FBHA ); Maurício Cavichion (presidente da ABEOC RS ); Eduardo Zorzanello ( diretor da Rossi & Zorzanello empresa promotora da feira de Turismo FesTuris Gramado, presidente do Convention & Vistors Bureau – Região das Hortênsias e vice presidente institucional da ABEOC ); Ivone Ferraz ( Diretora Regional do Litoral Norte da ABEOC-RS e presidente do SHRBS-LN – Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Litoral Norte ); diretores da ABEOC RS; membros dos Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares; empresários ; gestores públicos; e imprensa especializada. Fábio Juchen (sites sortimentos.com ) esteve no evento à convite da ABEOC RS.

 
COMISSÃO
“Vamos usar menos experiência e mais a esperança. Vamos olhar para frente. Vamos mudar ! Quem tem sangue nos olhos ? Vamos fazer o trabalho de outros destinos turísticos pois queremos uma fatia maior”, desafiou Maurício na abertura do encontro. “Cuidado para não virarem funcionário de empresas que virão de fora e que chegarão e irão fazer as coisas acontecerem. O momento é de união e realização”, alertou. Ele também descreveu diversos tipos de eventos possíveis e com potenciais como esportivos, sociais, culturais, profissionais, comerciais e até alternativos para gammer, idosos e de relacionamento, como eventos para divórcios. Ao encerrar, o líder empresarial porpos a formação imediata de uma comissão com 10 empresários do litoral com o objetivo de identificar e prospectar eventos a serem realizados no litoral norte gaúcho. A comissão formada logo após a proposta, encabeçada pelo presidente da ABEOC RS e por Ivone Ferraz, já tem data marcada para a primeira reunião de trabalho.

MARCO HISTÓRICO
“Tenho certeza que hoje (17.08.16) vai ser um marco histórico para o litoral norte gaúcho. Todos nós temos interesse em trazer eventos para a região. Nós temos condições é só fazer”, afirmou Ivone. A empresária proprietária do Hotel São Paulo em Torres / RS, destacou a importância do trade turístico que envolve 54 setores. “Vamos plantar uma semente para transformar o litoral gaúcho num grande polo turístico para que possamos ter movimento nos 12 meses do ano e diminuirmos a atual curva sazonal”, disse.

POUCO EXPLORADO
O litoral é uma fonte de renda explorada somente em dois meses e aqui tem uma comunidade fixa que residente e depende da baixa temporada”, alertou o secretário municipal de Turismo, Indústria e Comércio de Imbé, Sergio Luiz Kulzer. “Vamos aproveitar este dia para capitalizar e trazer eventos e recursos para que o nosso litoral norte se desenvolva”, desafiou.

SEGURAR TURISTA
Abdon Barreto Filho , diretor de Turismo da Setel – secretaria de Turismo e lazer do Rio Grande do Sul, e presidente da ABH ( Associação Brasileira de Hotéis ), informou que o estado possuía 472 municípios distribuídos em 25 regiões turísticas de total de 497. “Todos querem o turismo ! Então o Ministério do Turismo determinou que para ser turístico precisa ter o órgão oficial do turismo, plano de trabalho e dotação orçamentária. Resultado : dos 472 caiu para 194. Hoje somente 194 municípios gaúchos possuem aquilo que o Ministério do Turismo exige. Em contrapartida ganhamos mais regiões turísticas. Agora são 27”, esclareceu. Abdon destacou também que a SETEL tem dado esforços técnicos para viabilizar novos municípios e regiões. “Temos ainda um problema sério que é a sazonalidade e a inconstância da demanda que são características específicas do produto turístico. E, no caso o litoral, é um exemplo disso”, afirmou. “Um dado importante. No ano passado passaram pelo litoral 815 mil argentinos. Se considerarmos que ficaram somente um dia e multiplicarmos pela diária média de $61, teremos mais de 56 milhões de reais injetados na economia gaúcha. O litoral norte tem a competência de segurar por mais alguns dias. Então, não adianta proporcionar estrutura se não houver captação, planejamento e estratégia É sim um desafio, absorver, ampliar e qualificar ainda mais este fluxo para gerar mais negócios, emprego, renda e impostos”, falou. “A minha contribuição enquanto estiver na SETEL é apoiar iniciativas como essa”, completou Abdon.

ECAD – GORJETA E CASSINO
Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) ressaltou a importância da realização do evento que visa atração de investimentos, empregabilidade processo de crescimento e geração de riqueza para toda a região. “É crucial e fundamental esta abordagem de prospecção de eventos pois envolve uma cadeia produtiva bastante eclética, sendo a saída para qualquer destino turístico”, falou. Sampaio mostrou a importância dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para a Capital fluminense, com ganhos sociais, em estrutura e mobiliário público, mobilidade urbana, negócios e projeção internacional. O empresário proprietário de hotéis na Barra da Tijuca e em Macaé adiantou aos hoteleiros que estão no congresso dois projetos de interesse do setor. Um envolvendo os direitos autorais, através da arrecadação do ECAD em diversos áreas dos hotéis e gorjetas. Também salientou a possibilidade da região em buscar a implantação de cassino.

MERCOSUL COMO ALTERNATIVA À CRISE BRASILEIRA
“É muito difícil para o hoteleiro trabalhar com taxa de ocupação de 2, 5 e 10% durante 5 meses por ano. Aqui, o empresário da área não é empresário, é artista. É muito difícil sobreviver tendo que honrar os compromissos, impostos e fiscalizações”, disse Taisson Colombo da Silveira, proprietário de três hotéis no litoral norte gaúcho.

“Com a recessão e crise que o país vive é necessário trabalhar ainda mais e darmos as mãos. Precisamos voltar a fazer workshop pelo Mercosul. Temos que trazer argentinos, uruguaios, paraguaios e chilenos. Só assim conseguiremos tirar a diferença que poderemos ter na temporada verão 2017”, propôs o empresário .

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